
Estúdio aberto com Mário Afonso
Sexta 14 de novembro de 2025 | 18h
A Carta Branca e Corpo de Hoje convidam a comunidade para um momento de partilha da primeira etapa do processo de criação deste novo trabalho do coreógrafo.
Estúdio Corpo de Hoje
Travessa de Santiago nº 1 R/C, Loulé
Participação livre, sem necessidade de experiência prévia.
Sinopse
“Ermo, a título provisório”, dá continuidade ao tema O desaparecimento do corpo, explorando o impacto da tecnologia nas sociedades contemporâneas e procura, agora, a reinvenção da presença fora da lógica da produtividade. Trata-se de um trabalho processual de caráter experimental, que se desenvolve em diversas residências nacionais, promovendo o diálogo o ambiente temático do projeto. Pretende, assim, criar um discurso artístico que promova a eterna e humana reflexão sobre a poesia do encontro.
Biografia Mário Afonso
Estudou na Escola de Artes Visuais António Arroio, Lisboa; foi bolseiro na Pro.Dança, Lisboa; ingressou no Instituto das Artes da Holanda (Hogeschool voor de kunsten-Arnhem), onde se licenciou em Dance Theatre Performance. É mestre em Estética, pelo departamento de Filosofia da FCSH da universidade NOVA de Lisboa.
Desde 1998 à actualidade apresenta trabalho autoral que resulta num conjunto de obras de carácter performativo, coreográfico e instalativo.Em 2009 fundou a associação cultural @cartabranca.pt através da qual tem vindo a promover diversos tipos de iniciativas na área da criação artística.

AUDIÇÃO ABERTA
Procura-se intérpretes (+25 anos) com interesse e disponibilidade para um trabalho remunerado de carácter processual, que valoriza a presença para lá da lógica da produtividade.
Nova criação de Mário Afonso, “Ermo, a título provisório”.
Candidaturas até 28 NOV 2025
Envia para geral@cartabranca.pt, com o assunto “Audição — Ermo, a título provisório”:
– Nota biográfica e/ou CV
– Fotografias (rosto + corpo inteiro)
– Data de nascimento (dia-mês-ano)
– Altura
——
Créditos da imagem:
Plasticulture / Greenhouses, Almeria, Spain
https://www.demilked.com/daily-overview-satellite-photography-overview-effect/

Ermo, a título provisório em residência de criação no Estúdio Corpo de Hoje, Loulé
3 a 14 nov. 2025
Parceria Corpo de Hoje
Estreia | TBA – Teatro do Bairro Alto, Lisboa, Abril de 2026
Sinopse
“Ermo, a título provisório”, dá continuidade ao tema O desaparecimento do corpo, explorando o impacto da tecnologia nas sociedades contemporâneas e procura, agora, a reinvenção da presença fora da lógica da produtividade. Trata-se de um trabalho processual de caráter experimental, que se desenvolve em diversas residências nacionais, promovendo o diálogo o ambiente temático do projeto. Pretende, assim, criar um discurso artístico que promova a eterna e humana reflexão sobre a poesia do encontro.
Contexto
“Ermo, a título provisório” é um ensaio sobre o tempo da presença e a potência da escuta do encontro. Não se limita a comentar o desaparecimento do corpo, afirma a corporeidade como lugar de resistência e criação: O tempo suspenso da contemplação como aprofundamento; o silêncio, enquanto escuta aturada; e a proximidade entre corpos um acto político de partilha e reconfiguração do sensível.
O carácter experimental dos trabalhos do coreógrafo coloca as suas propostas artísticas no plano da investigação prática. A composição para cena parte da recolha diversificada de materiais e recorre à improvisação como forma de gerar movimento, texto e ritmo. O humor e a ironia, característicos do seu trabalho, assumem igualmente um papel importante.
Biografia Mário Afonso
Estudou na Escola de Artes Visuais António Arroio, Lisboa; foi bolseiro na Pro.Dança, Lisboa; ingressou no Instituto das Artes da Holanda (Hogeschool voor de kunsten-Arnhem), onde se licenciou em Dance Theatre Performance. É mestre em Estética, pelo departamento de Filosofia da FCSH da universidade NOVA de Lisboa.
Desde 1998 à actualidade apresenta trabalho autoral que resulta num conjunto de obras de carácter performativo, coreográfico e instalativo.Em 2009 fundou a associação cultural @cartabranca.pt através da qual tem vindo a promover diversos tipos de iniciativas na área da criação artística.
Imagem Fotografia de satélite: Plasticulture/Greenhouses, Almeria, Sp

Shibboleth, Doris Salcedo 2007
No próximo dia 24 de Setembro, às 21h, será apresentado o resultado do trabalho Falha, com direcção de Mário Afonso e interpretação dos alunos da Escola Profissional Balleteatro. Falha integra a abertura da temporada 2025/26 e comemora 10 anos de Balleteatro no Coliseu do Porto.
Sobre o trabalho
Falha explora a presença fora da lógica da produtividade. Convoca a escuta para o que não se cumpre, não se conclui ou se desfaz, reconhecendo a potência criadora que reside no acto de falhar. O corpo é então espaço de resistência e reinvenção, onde a hesitação e o inacabado dão lugar a novas oportunidades. Nesta vulnerabilidade partilhada, falhar converte-se em gesto de abertura, sinalizando caminhos na aventura sempre inacabada de descoberta e transformação.
Ficha técnica e artística
Concepção e direcção Mário Afonso
Interpretação Alunos do curso profissional do Balleteatro
Música Sons da natureza, terramoto
Texto Compilação de textos individuais com edição de Mário Afonso
Produção Balleteatro
Local de apresentação Coliseu do Porto
Créditos da imagem Shibboleth, Doris Salcedo 2007
Mais informações

Antecipando uma rúbrica de conversas com artistas, Linha de Fuga junta-se às Conversas de Balcão. Estas nascem no contexto do Espaço Curricular do LIPA num movimento de aproximação do público, em especial a comunidade universitária de Coimbra, ao universo de artistas e criadores. Promovidas por Carlos Costa (Estudos Artísticos e Escrita Criativa, Visões Úteis), estas conversas têm lugar no balcão do auditório do TAGV e têm um tom informal e descontraído, onde se exploram os processos criativos e o desenvolvimento de projetos artísticos. Com uma abordagem aberta e acessível, as Conversas de Balcão convidam Mário Afonso para falar da sua peça e das suas práticas artísticas.
Mais informações no Link: https://tagv.pt/agenda/conversa-de-balcao-com-mario-afonso/

No próximo dia 20 de Março apresentamos “vaziopleno”, o mais recente trabalho de Mário Afonso, estreado em Outubro de 2023. Uma co-apresentação entre a nossa parceira Linha de Fuga e o teatro TAGV – Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra.
Toda a informação no link: https://tagv.pt/agenda/vaziopleno/
Numa conferência on-line, André Lepécki contextualizava o processo que tem vindo a dar lugar ao desaparecimento do corpo. Estávamos em pleno período pandémico e, nessas circunstâncias, esse desaparecimento era também literal. O corpo tende a desaparecer à medida que se afirmam os processos inerentes ao mundo em rede, produzidos pelas alterações que a tecnologia tem vindo a introduzir nas sociedades actuais. A vertigem causada pelas estruturas da vida na era digital, fortemente orientadas pelo capitalismo da atenção que desmaterializa muitos aspectos estruturantes da existência, é inevitável.
Na torrente de uma vida exposta, cada vez mais fragmentada, com vínculos frágeis e geridos à distância, o corpo reivindica um espaço para si, ao afirma-se enquanto lugar de escuta, numa tentativa de desenhar um gesto poético que nos sirva de protecção a todos. Mário Afonso
Ficha técnica e artística
Concepção direcção e interpretação
Mário Afonso
Dramaturgia
Ana Pais e Mário Afonso
Textos
Texto em voz off de Mário Afonso com intromissões de Ana Pais
“Estilo” (excertos), in Herberto Helder, Os passos em volta. Assírio & Alvim, Lisboa 1994
Cenografia
Elisa Pône
Desenho de luz
Luís Moreira
Música
Maria do Mar e Érika Machado
Fotografia
Alípio Padilha
Produção
Carta Branca
Co-produção
Festival Temps d’Image
Apoio Financeiro
Fundação GDA – Gestão dos Direitos dos Artistas
Apoios
Balleteatro; Casa da Dança; c.e.m – centro em movimento; Linha de Fuga; O Rumo do Fumo
Agradecimentos
Anabela Mendes, Catarina Caldeira, Companhia Clara Andermatt, Daniel Worm, Graça Passos, Hannya Melo, João Bento, Malaposta, Maria João Guardão, Maribel M. Sobreira, Nuno Patinho, Patricia Cuan, Renata Bottino, Rita Barreira, Rita Vilhena, Sérgio Marques, Sofia Campos, Tânia Guerreiro, Teresa Dias, e Vera Mantero.
Duração aproximada
50 minutos

Trata-se de uma oficina de organização de materiais para trabalho a solo, estabelecendo uma ligação com o processo de criação de vaziopleno. Com base na sua experiência na criação de trabalhos a solo e desta recente criação artística, Mário Afonso lança alguns desafios aos participantes tendo em conta o ambiente temático inerente a vaziopleno, em torno da ideia d’O desparamento do corpo. O objetivo consiste na construção de estruturas de trabalho que visam, justamente, o discurso individual nas artes cénicas, no qual o solo é a figura central. No processo final da oficina irá proceder-se à análise dos diferentes materiais, para a construção de estruturas de composição com vista a uma eventual apresentação informal.
Mais informações no link: https://tagv.pt/agenda/oficina-de-composicao-coreografica/

Uma coisa por vir
O desaparecimento do corpo é o tema que me tem ocupado nos últimos tempos. Teve a sua primeira formalização com o espectáculo Framework (2022), posteriormente aprofundado em vaziopleno (2023) e, mais recentemente, acabou por dar título à minha tese de mestrado, (2024).
Sob este tema, debato-me com questões relacionadas com o processo da mundialização ou a forte presença da tecnologia virtual em todas as áreas da acção humana, que, tendo vindo a ganhar um lugar de tão grande destaque, se transformou num filtro vulgar da existência.
Na continuidade desta pesquisa, pretendo, por um lado, observar a forma como esse filtro interfere no corpo, no modo como dilui a presença e no tipo de relação que estabelecemos entretanto com o Outro. E, por outro lado, numa perspectiva mais ampla da ideia de corpo, pensar como esse filtro afecta a construção de um pensamento comum na defesa de princípios humanistas, sob a tão forte ameaça do neoliberalismo voraz.
Esta será a primeira semana de residência de uma nova fase da pesquisa prática, uma possibilidade de encontro com alguns convidados para o diálogo em estúdio e prosseguir na identificação das fissuras do movimento do actual, que me escapa, com vista, talvez, a um novo espectáculo. Ou outro tipo de objecto, uma qualquer forma de coisa à qual possa fixar um pensamento poético.
Ficha artística
Direcção artística Mário Afonso
Parceiros e convidados a definir
Residência Casa da Dança
Produção Carta Branca

De que forma prestar a minha homenagem à Cristina Santos?
Foram muitos os projectos por ela dirigidos que se transformaram em respiração vital para a comunidade da dança. Pessoalmente, foram várias as oportunidades importantes que contribuíram para o meu percurso, enquanto aluno, bailarino, coreógrafo ou professor.
Então, a minha homenagem será em forma de ensaio de Estilo. Usufruo deste momento para continuar. Afinal, ela sempre esteve empenhada em proporcionar espaço para que se ensaiassem caminhos; novas perspectivas que contribuíssem para a dança como a conhecemos hoje, plural, na diversidade de culturas, de corpos e de linguagens estéticas. Continuemos, então, a ensaiar os caminhos que assim se abrem. Obrigado, Cristina!
Ficha técnica e artística
Interpretação
Mário Afonso
Texto
“Estilo” (excertos), in Herberto Helder, Os passos em volta. Assírio & Alvim, Lisboa 1994
Fotografia
Alípio Padilha
Agradecimentos
cem – centro em movimento, Forum Dança, Maria João Guardão, Paula Diogo de Carvalho, Rui Pires, Teresa Dias.

A curta-metragem da realizadora Isadora Neves Marques, “As Minhas Sensações São Tudo o Que Tenho para Oferecer”, estreia mundialmente no Festival de Cannes, na competição de curtas-metragens da Semaine de la Critique.
Sinopse
As Minhas Sensações São Tudo o Que Tenho para Oferecer conta a história de Lourdes e Lana, que se conheceram telepaticamente através de “comprimidos sensoriais”. Esta tecnologia permite aceder às sensações físicas e emocionais de outras pessoas à distância.
Realização
Isadora Neves Marques
Argumento
Isadora Neves Marques
Fotografia
Marta Simões
Montagem
Isadora Neves Marques, Margarida Lucas
Som
Joana Niza Braga, Pedro Balazeiro
Música
Fá Maria
Produtora
Foi Bonita a Festa
Produção
Catarina de Sousa
Elenco
Ágata de Pinho, Isadora Alves, Mário Afonso e Albano Jerónimo
Trailer
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